quarta-feira, junho 20, 2012

Qual o maior desejo do ser humano?


                Mundo moderno. Capitalismo. Consumismo. Vaidade. Orgulho. Alta tecnologia. Concorrência. Corrupção. Eis os males do nosso século. Considerada a era da informação e da comunicação. Encontramos o paradoxo dos conflitos dos seres que habitam o planeta Terra.
De um lado pessoas apressadas, ocupadas, buscando encontrar a felicidade nas coisas palpáveis, tangíveis. De outro lado, seres humanos solitários e carentes. A maior comprovação desta realidade é o sucesso das redes sociais. Estamos com um vazio interior e não encontramos razão para este oco no peito. Alguns, olham para a própria vida e não encontram uma razão para tal sentimento de melancolia. Possuem pelo menos o suficiente para sobreviver. Outros, possuem muito mais que o necessário e ainda assim este sentimento de perda, de ausência persiste. Como compreender, quando aparecem na rede social mais famosa do mundo aquelas imagens da miséria humana, da violência, das tragédias ocultas e cada um faz o seu comentário emocionante, (que eu acho lindo demais, uma vez que demonstra a nossa humanidade), e neste momento cada uma daquelas pessoas que “curtiu” pergunta-se intimamente: por que ainda tenho esta sensação de estranheza de mim mesmo, de carência e solidão?
A razão é simples demais e pela sua simplicidade duvidamos que seja verdadeira: queremos nos sentir importantes, amados. Desejamos, de algum modo nos sentir úteis, servir a um desígneo e agregar valor ao mundo.
Fica uma pergunta no ar: Mas se este é o nosso desejo – ser amado – por que torna-se tão difíicil? O que nos leva a dificultar nosso desejo mais ardente? Não seria mais fácil ser gentil, simpático, amável e carinhoso? Se ser assim significa ser amado, e desejamos tanto ser queridos, o que nos faz ficar na retranca a maior parte do tempo, sendo reativos no nosso comportamento?
A resposta também é simples. Eis a resposta: não queremos apenas ser amados. Queremos ser amados do jeito que queremos ser amados e não do modo como as pessoas podem nos amar. Impomos regras e diretrizes para o amor. Propomos condições para aceitar as pessoas. Fazemos as próprias regras para nossa felicidade.
Ainda não compreendemos que para amar não há regras. Amar é simplesmente entregar-se. Não falamos aqui do amor sentimento. Falamos do amor comportamento.  Para elucidar este conceito é fundamental citar  W.H. Auden: “Estamos neste mundo para fazer o bem para os outros. O que os outros estão fazendo aqui eu não sei.” É fazer aos outros o que gostaríamos que os outros nos fizessem.
Esta ideia não é trocadilho apenas para a nossa vida pessoal. Pode ser aplicada em todas as outras áreas da nossa vida, inclusive na profissional.  Jack Welch, o guru do mundo corporativo tem uma opinião extraordinária: “Enquanto os funcionários tentam agradar aos chefes, ignoram as necessidades dos clientes.” E os clientes somos nós, eu, você e todo o resto da humanidade, inclusive o “chefe” e a nossa necessidade essencial é ser amado.
Eu fico me perguntando o que aconteceria na nossa história, se pudéssemos aplicar a regra de ouro – fazer aos outros o que gostaríamos que os outros nos fizessem -  todos os dias na nossa casa, entre amigos, colegas, no ambiente de trabalho, na sociedade? Qual o impacto nosso comportamento causaria? Estrondoso sucesso, alegria e gratidão. A nossa energia seria contagiante. Nossa gentileza uma marca registrada. E que Líder nos tornaríamos! Seríamos modelos de sucesso e sabedoria.
É hora de despertar. Renovar. Esperançar, ou seja, conceber esperanças, confiar) que é diferente de esperar, conjecturar, aguardar,supor.  Fazer na vida o que desejamos da vida. Plantar as sementes dos frutos que desejamos colher. Abrir o coração e espalhar para o mundo que ser feliz faz bem para a alma.

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