quinta-feira, abril 12, 2012

A pressão do mundo corporativo – O que realmente importa?

Vivemos em um mundo muito louco. Correria, horário apertado, agenda lotada, engarrafamentos,chefe, metas. Ufa! Cansei! O mundo corporativo é altamente competitivo. Cheio de adversários e estratégias complexas. Além disto, nosso modelo social não poderia ser mais consumista. Num momento em que a classe C ascende, um sentimento de desespero toma conta da humanidade e cada dia mais, Ter é a única coisa que importa. A posição social, os bens de consumo,  tudo que dá status desperta um desejo quase incontrolável de Ter mais.
            Há ainda os títulos acadêmicos, sociais, políticos que são usados pela maioria com o único objetivo de inflar o próprio ego do que para executar o papel que, de fato, lhes cabe que é servir a sociedade, contribuir para o crescimento e o bem comum.
A primeira  pergunta é: Será que é possível separar a vida profissional da vida pessoal?,
A resposta poderia ser outra pergunta: Será que podemos clicar num botão imaginário e ajustar a função: pai, mãe, esposa, marido, etc. Simplesmente somos seres inteiros, que carregam em si seu todo. Quando vai para o trabalho leva sua casa e quando vai para casa leva tudo com você. Adivinha quem perde com isto? Você e  sua família!
Neste momento, o necessário é administrar o tempo. E para isto é fundamental saber a diferença crucial entre aquilo que é importante e aquilo que é urgente. A maioria de nós passa muito tempo “apagando incêndios”, “correndo atrás”. Quando não conseguimos fazer esta distinção, podemos carregar os títulos, as medalhas, uma conta bancária recheada e estarmos sós, muito sós.
A segunda pergunta é: a que preço?
                E novamente lançamos outra pergunta: O esforço que estamos dispendendo para alcançar nossas metas é proporcional ao resultado que obteremos? Simplificando: colocando tudo na balança, vale a pena? Sua saúde física, emocional, familiar e espiritual aguenta esta sobrecarga? A infância que você não viu acontecer, a adolescência que você não assistiu desabrochar, momentos mágicos e únicos dos seus relacionamentos que jamais retornarão, os beijos que não deu, os abraços que perdeu e as lágrimas que jamais secou, suportam o peso do acúmulo de dinheiro, posição, e títulos?
                Talvez você conheça pessoas que estão sofrendo de frustração crônica: quando suas condições de vida são diferentes de seus princípios e valores. Ou alguém que esteja sofrendo e deprimida, porque se entregaram à convicção de que não possuem nenhum controle da sua vida.
                Haverá um momento em que é preciso tomar uma séria decisão sobre como desejamos viver. Decerto, em algum momento teremos que refletir sobre o que realmente nos importa. Acredito que haverá um tempo em que os homens e mulheres do século XXI, em que o sucesso profissional é tão relevante, perceberão que “De nada adianta um homem ganhar o mundo se ele perder sua alma”.(Mt 16,24)
                E então, quando compreendermos, finalmente que, “ O essencial é invisível aos olhos. Pode ser visto somente com o coração”; -O pequeno príncipe- a vida começará a fazer sentido. E saberemos num instante o que realmente importa. Será fácil distinguir entre o importante e o urgente. Conhecedores destas velhas verdades, agora novas, uma sensação de paz invadirá a alma e a liberdade estará em nós!
                

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