domingo, outubro 02, 2011

O que posso fazer agora para melhorar a situação?

Num mundo de tantos contrates, de tantas diferenças, de tantas adversidades torna-se cada dia mais difícil superar as dificuldades diárias. Há um a pesquisa baseada no Adversity Quotient que demonstra que o profissional de hoje passa em média por 23 adversidades por dia (trânsito, economia, empresa, família, etc) e infelizmente não estamos preparados para lidar com tamanha carga. Na maioria das vezes nosso software interno pifa e ao invés de ter apenas um problema prático, ganhamos como brinde um problema emocional. Funciona assim: se você tem um problema prático: pneu furado e por causa disso tem uma emoção negativa: raiva. E já começa a “pintar” um quadro de horror como consequência; agora você tem dois problemas ao invés de apenas um. Um problema prático e um problema emocional. E o que é pior, na maioria das vezes a tendência é que tudo comece a dar errado. É “um dia daqueles!” Ah, quem já não teve um destes dias.
            Acredito que não é o que está visível que causa maior prejuízo. Explicando melhor, não é a sua reação explosiva ou implosiva que prejudica mais. O mais grave é o que acontece de modo invisível dentro do seu cérebro e é obedecido pelo seu corpo, espalhando por todo seu sistema nervoso central substâncias químicas altamente prejudiciais  quando a emoção é negativa. O seu cérebro gera o tempo todo trilhões de neuropeptídios – dependendo da emoção eles podem gerar consequências positivas ou negativas em diferentes intensidades, de acordo com o seu descontrole ou controle.
            Este é o motivo pelo qual as doenças psicossomáticas são a cada dia mais comuns e por sua vez mais difíceis de curar. Por que elas dependem do quanto somos capazes de ser resilientes e ter consciência de qual parte do problema podemos controlar.
            Saber o que podemos fazer para melhorar a situação dando um upgrade em nosso sistema operacional interno, na busca de soluções ao invés de permitir que uma única dificuldade afete várias áreas na nossa vida. É comum um pneu furado tronar-se o motivo de uma briga, uma demissão, e até uma tragédia. O problema não é o pneu furado, é apenas  a maneira como encaramos uma dificuldade.
            O segredo é questionar-se sempre: Qual parte do problema eu posso controlar? Qual é a melhor coisa a fazer agora para melhorar a situação? Questionamentos que tenham foco na solução e não no problema. Perguntas que nos fortaleçam e que tragam possibilidades novas, criativas e que gerem em nós emoções positivas de bem estar e controle sobre o que sentimos. É um desafio, mas possível.

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