quarta-feira, julho 21, 2010



Será que conseguiremos nos livrar das “Pedras”?

Depois de postar a metáfora sobre perdão, recebemos um comentário com a indagação sobre como conseguir desprender-se das ofensas, das pedras que carregamos. Acredito que vale a pena refletirmos sobre isto. Hoje já não temos mais dúvidas sobre a existência de doenças chamadas psicossomáticas. A neurociência vem a cada dia confirmando a importância do “pensar” sobre a nossa saúde física. Diante de tantas confirmações científicas é inevitável começarmos a nos preocupar com as “pedras” que carregamos.
Se há algum tempo a humanidade preocupava-se com a revolução industrial e tecnológica , hoje sabemos que estamos na era do conhecimento e da comunicação. As religiões desempenham um papel fundamental para a transformação da humanidade e isto é incontestável. Contudo, na atualidade existe uma ânsia desesperada por parte da maioria das pessoas em sair da mediocridade, em alcançar patamares sociais, econômicos e financeiros mais elevados e nesta busca o ser humano descobre que somente através da autoconsciência, do autoconhecimento e transformação pessoal será possível uma mudança significativa em todas as áreas da vida. O sonho de realização, conquista, e felicidade é inerente ao ser humano. E será no mundo dos negócios, muito mais que nas instituições religiosas que nós nos empenharemos em caminhar em direção a nos mesmos. E neste percurso, num esforço titânico, para mudar nosso pensar, nossa atitude e nosso comportamento assumindo a responsabilidade de TUDO em nossa vida, aprendendo a ressignificar dificuldades em oportunidades, fracasso em aprendizado, controlando nossas emoções começaremos finalmente a tornar possível o impossível: mudar nosso destino, reescrever nossa história.
Esta transformação é um processo longo e por vezes doloroso. É o preço da evolução. Nesta jornada um ingrediente é fundamental: GRATIDÃO. Lembre-se sempre de Martin Luther King quando diz: “Eu não sou quem eu poderia ser; eu não sou quem eu deveria ser; eu não sou quem eu gostaria de ser ainda; mas graças a Deus eu não sou mais quem eu era.”
Sejamos pacientes conosco mesmos. O passado deve ser perdoado. Ele é importante porque nos trouxe até aqui, mas não permita que ele determine seu futuro. O futuro será determinado pelo HOJE, o único tempo real, o único sobre o qual você tem total controle. Retire uma pedra de cada vez. Esgote dentro de você o sentimento de ira, de raiva, até que ele se dissipe. Quem compreende perdoa sempre. Cada ser humano é idêntico em essência. Aqueles que conseguem desprender os olhos das próprias dificuldades alçam vôos mais altos nas esferas da compaixão e do amor.
Mas saiba, o destino da humanidade é a felicidade. Fomos criados com o objetivo único de sermos felizes, completos e plenos. Conseguiremos, acredite!

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