domingo, julho 18, 2010

Para onde segue a humanidade?



Olhos para ver. Caminhe pelas ruas e preste atenção nas pessoas ao seu redor. São tantos rostos. Vejo ansiedade e pressa. Conflito e dor. Despreocupação e conformismo. Resignação e revolta. Alegria. Saudade. São seres humanos, misturados uns aos outros como se fossem um e como se fossem separados uns dos outros. Cada passo, cada olhar demonstra que quão perdidos estamos. Loucos. Incrédulos. Uma massa de pensamentos, de sentimentos, de emoções. Perdidos. Apenas com o objetivo de ser feliz.
Buscamos felicidade como alguém que perdeu sua chave dentro de casa e a procura na calçada. Procuramos a felicidade fora, no exterior. Enquanto ela está dentro de nós.
Sinto como se estivéssemos imersos numa gigantesca massa de pensamentos. Confusos como se fossem uma ânsia única e ao mesmo tempo separada. Vivendo livres e encarcerados em nosso desconhecimento sobre nós mesmos. Numa inconsciência dolorosa que gera amargor, pressa, exige velocidade, sagacidade, mas não sabemos por quê. Sabemos apenas que “temos que fazer, devemos executar, precisamos, etc”, prisioneiros da vontade do mundo. Seres infelizes como se escravizados pela dependência externa. Que alcança o “sucesso” e mesmo assim sente-se incompleto. Que enche seus cofres e mantém vazio o coração. Que tem o poder sobre outros seres humanos e não consegue controlar suas próprias emoções.
E pensando sobre o que, afinal estamos fazendo neste planeta, não posso deixar de lembrar as palavras de Rpbert Happé: “Quando você me pergunta qual a razão de vivermos neste planeta, e o que estamos fazendo e porque há tanto caos, eu devo dizer que a vida é uma jornada. Uma jornada para descobrir quem você é.” E eu devo dizer que ele não é o primeiro e nem será o último a dizer a mesma coisa. Acredito que o ser humano somente encontrará felicidade, quando descobrir quem ele é verdadeiramente. Quando a caminhada for para dentro e não para fora. Quando aceitarmos nossa dualidade: bem e mal, alegria e dor, parte e inteiro, amor e ódio. Quando aceitarmos a nós mesmos como somos, num esforço sobrehumano para modificar hábitos, emoções. Num combate desafiante entre mim e eu mesmo.
O modo como encaramos as adversidades, o significado que damos às atitudes alheias, o número de vezes que sorrimos e agradecemos durante o dia, faz toda a diferença entre sobreviver e viver. Afinal, seu mundo é assim porque você é assim. Difícil aceitar. É mais fácil encontrar um culpado, qualquer um, menos nós mesmos. Embora seja mais fácil, não é a solução. O mundo muda quando você muda! A nossa luta é contra nossa lado mal, nosso lado obscuro, aquele que tenta sabotar nossa alegria, nossa autoconfiança, nossa crença de que no final tudo vai dar certo! E vai, tenha certeza. E para continuar a jornada só precisamos de uma única coisa: ESPERANÇA! E dela já nascemos com a semente. Portanto, jamais deixe de sonhar, de acreditar que tudo dará certo!

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